Canção da Engenharia

Cerca de meio século medeia a criação da Arma de Engenharia e a de suas coirmãs Infantaria, Cavalaria e Artilharia. Estas vieram do periodo imperial, e aquela do limiar de nosso século. Antes as Unidades de Engenharia já haviam prestado relevantes serviços na demarcação da fronteiras e na construção de fortes e fortins que garantiram a unidade da colonização do Brasil.

Na Guerra da Tríplice Aliança, destacou-se o Batalhão de Engenheiros,cuja atuação em proveito das forças brasileiras constituiu uma consagração de eficácia e de heroísmo. Ao alvorecer da República, para impulsionar a construção dos troncos básicos de nosso sistema viário do sul, concretizava-se a organização das Unidades rodo e ferroviárias.

De início, surgiram controvérsias em torno da conceituação de "Arma"ou "Serviço".A experiência de guerra fez prevalecer a de "Arma", sem excluir a de "Serviço" - uma peculiaridade da Engenharia.

Na 2º Guerra Mundial, a primeira tropa da Força Expedicionária Brasileira a cumprir missão de combate foi a 1ª Companhia do 9º Batalhão de Engenharia de Combate. Durante a década de sessenta e setenta os Batalhões de Construção inetegraram ao País as regiões Norte e Centro-Oeste, garantindo a soberania e estimulando o desenvolvimento econômico naquelas regiões.

Hoje, a Engenharia continua atuando no desenvolvimento do País através de suas unidades ferroviárias e rodoviárias destacando-se, atualmente, a construção da Ferrovia da Soja ( Ferroeste). Sem parar por ai, a Engenharia se desdobra através das suas Unidades de Combate e extende a sua "mão amiga" às Organizações das Nações Unidas, atuando através da Companhia de Engenharia de Paz em Honduras e em Angola, na desminagem de áreas e na reconstrução de estradas e instalações.

"Facilitar os deslocamentos da tropa amiga e impedir ou dificultar as do inimigo: eis a missão clássica da Engenharia.
Missão simples à primeira vista, requer, no entanto, alta especialização, espírito inventivo, habilidade e audácia, virtudes que apontam o engenheiro como o homem capaz de tornar possível o impossível"

Gen Ex Ayrton Pereira Tourinho

O PATRONO

O Tenente-Coronel João Carlos de Villagran Cabrita, embora nascido em Montevidéu, é considerado brasileiro, porquanto, na época, a então Província Cisplatina integrava o nosso território. Ingressou no Exército em 13 Jan 1840, reconhecido cadete de 1ª classe logo depois.


Ilha da Redenção
Para as tropas aliadas, a travessia do rio Paraná impunha-se com urgência, e coube ao Batalhão de Cabrita, com os seus 900 bravos, desembarcar na Ilha da Redenção, situada a meio do rio, defronte do Forte de Itapiru. Na manhã de 6 Abril de 1866, estava a ilha ocupada e pronta para a defesa, à espera do revide inimigo, naquele que seria o primeiro confronto do Exército de Osório com as forças de Lopes.
A grande vitória brasileira custou, contudo, a vida do herói, vitimado por uma bala de canhão inimigo quando, a bordo de um lanchão ancorado na ilha, redigia a parte do combate. Morreu com apenas 46 anos de idade, 26 dos quais dedicados exclusivamente ao Exército. A Arma de Engenharia comemora anualmente o dia 10 de abril, não a data de nascimento do seu ilustre Patrono, mas aquela em que ele nasceu para ingressar na história.